março 14th, 2012 § Deixe um comentário
agora que eu penso, me parece que uma das questões centrais do freedom está em como, pro walter, e por consequência pro franzen, a integridade é um valor supérfluo, uma vez que na verdade integridade faz referência a defesa de um conjunto muito estreito de valores, à adoção de uma atitude, que só é valiosa porque é preservada no tempo. integridade, como cuspir no chão ou roubar de lojas é uma marca, um sintoma. lml.
fevereiro 10th, 2012 § Deixe um comentário
(last train to satansville, do swervedriver, no som)
Joey Berglund tem 18 e Tassie Keltjin tem 20 no 11/9/01. a reação é parecida, mas do que de indiferença, de esforço pra ficar indiferente. Liberdade é narrado de um jeito que diminui o espaço de voz do Joey, mas fica claro esse esforço. A Tassie é a narradora de a Gate in the Stairs, vamos ver. Aliás, eu fiquei de cara com como a lista de livros preferidos do Franzen tem livros que eu gosto. lml.
janeiro 29th, 2012 § Deixe um comentário
(joe the lion, do bowie, no som)
desconfio de frameworks políticos em livros, sejam eles funcionais ou não. tendo chance de reavaliar o freedom, fica aparente uma impressão da 1ª leitura: o framework político ali é praticamente ornamental; a percepção que mudou é a de que talvez o franzen queira isso, praticamente pelo mesmo motivo que ipods e jeff tweedys aparecem no livro. a questão é se isso é pra publicidade ou não. lml.
outubro 5th, 2011 § Deixe um comentário
num post rápido queria falar sobre como as relações familiares no livro que eu estou lendo me parecem meio artificiais. The Corrections é narrado em terceira com flashbacks enormes, o Franzen aposta nas personagens por meio de apostar em coisas muito específicas sobre elas, até aí tudo bem, aposta em delineá-los direito. mas as rememorações das infâncias me parecem artificiais, funcionais, tornam as personagens menos distintivas¹ (a pirraça em recusar terminar um prato de comida ou o prazer momentâneo em desamparar os pais). o Franzen é muito feliz num estilo com que eu não consigo escrever, que é um pouco dessas aproximações funcionais, o uso funcional do sexo e da culpa. as coisas têm um motivo pra estar ali. quando não têm que ter.
esse livro não me encanta pela oposição ao que eu quero praticar. me encanta pelo inglês mesmo. frases tipo When he reached out and smoothed her hair, her entire body jerked, as if the hand were a defibrillator paddle. lml.
¹ talvez o que nos distinga uns dos outros sejam os ínfimos gestos inúteis, um sestro, uma recorrência inconsciente.