maio 23rd, 2012 § Deixe um comentário

Tentam (tentamos) uma meia entrada com nossa atenção a meio pau em uma seminarrativa sobre o quê, mesmo? Ah, sim, vidas alheias que talvez sejam as nossas. Fazem isso (fazemos) para tentar recuperar, à distância sem grandes esforços, a vida. A nossa. Mas sem acreditar muito que vá funcionar. Eu sei. É igual para mim.

elvira vigna, O que deu para fazer em matéria de história de amor. cia das Letras, 2012. chegou hoje, holy fuck. lml.

o post mais banal sobre a pretensão crítica dos reles (enfatização em vez de ênfase)

fevereiro 12th, 2012 § Deixe um comentário

(is it my name, do todd rundgren, no som, carros chapinhando, uma sirene de fundo)

programa de calouros de stand-up na tevê, até aí, grande coisa, não vale um post. o que sim vale um post foi o jurado que tirou ponto do concorrente porque o concorrente “usou um tema batido enquanto o trabalho do comediante tem que ser autoral“. autoral, foi essa a palavra. então autoria é tirar uma novidade do cu a cada vez? não é o processo? lembra o comentário dos detratores sobre o nada a dizer ser um livro batido sobre adultério. lml.

janeiro 18th, 2012 § 4 Comentários

a faca de dois gumes acaba sendo a proporção entre¹ significar e não significar. por mais que desconjuremos de significar pra não forçar interpretação pra cima do leitor, pro romance se mover, são necessárias células de ação², por menores que sejam, células de funcionamento³. a distribuição dessas células é problemática. Noll situa a não significação no plano da personagem, Vigna situa no plano da narração. lml.

¹melhor que proporção entre, opção por

² de ação e de consequência e de definição

³funcionamento no sentido em que um livro do Borges funciona e, em outra escala, um seriado de tevê funciona

prosa contingente

novembro 14th, 2011 § Deixe um comentário

Já ouvi Elvira Vigna falar algumas vezes, ao vivo e no youtube, já ouvi algumas coisas dessas daqui, vou deixar o vídeo falar por si mesmo. Detalhe, entre o minuto oito e o dez deste vídeo, Elvira Vigna cita um urbanista, fala da rua e do pedestre como experiência de proximidade e alteridade, resumindo algum post deste blogue que vos fala:

Onde estou?

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