janeiro 21st, 2012 § 1 Comentário

(two of us, dos beatles, no som, pág 26 do the virgin suicides)

acerca deste post aqui, pondero que a inespecificidade rala é mais fácil de conjurar e de entender do que a especificidade de objetos, que é a que o autor reivindica. e eu concordo com a reivindicação¹. seguindo a delimitação que ele propõe (brasileira e contemporânea), lembro do que eu já disse sobre certa monomania e egolatria rasteira de nossos narradores. por outro lado, cada vez mais acredito em que é um progresso meramente técnico² esse de adensar a representação de objetos como procedimento de sugestão e de ambientação e não, como o autor sugere, um vício inerente.

lembro também de algo que eu já disse sobre como esse negócio de estar muito perto do tal campo literário borra a visão das obras por aproximar demais do leitor a sua feitura. tem que ver em dez anos quem sobra. lml.

¹veementemente se levo em conta que é considerada elogiosa a orelha que usa as palavras impressionismo, crítica poética e sensações e perplexidades

²ou seja, falta maturidade a algumas narrativas que o mercado torna mais visíveis, só isso

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